Independência musical e downloads pagos combinam?

Estou assistindo agora o programa “Que Rock é esse?” do MultiShow (sim, a globo também pode parir coisas mas ou menos decentes) e o episódio em questão trata da nova geração do Rock independente no Brasil passando também pelo tema da independências musical. No programa são mostradas dês de bandas realmente independentes, até figurões da música popular brasileira (que eu uso aqui como sinônimo de pop nacional) que já experimentaram, ou ainda experimentam a independência músical, como Lulu Santos, Lobão e Rita Lee. Todos enfatizando como o mercado músical está mudando, que as gravadoras estão perdendo (e todos parecem gostar desse fato), que todo mundo baixa loucamente sem pagar nada nem respeitar nada (e que isso é o lado ruim dessa revolução) e todo aquele discurso que os artistas tiozões adoram fazer sem saber nada sobre o assunto pensando que são “in”.
Assistindo o programa e ouvindo tanta besteira com cara de Globo (“lá na Europa e nos Estados Unidos, onde as pessoas são civilizadas e acostumadas a pagar pelo que consomem o download pago já existe” – minha amnésia seletiva apagou para sempre o autor dessa afirmação imbecil) tive uma idéia que poderia dar muito certo aqui na terra da jabuticaba… Esses figurões da música poderiam fundar, ou ajudar a criar, uma loja virtual no Brasil, que ofereceria produções independentes e/ou as que tem apoio de um ou outro patrocinador mas não tem rabo preso com gravadora ou distribuidora e quer mostrar seu trabalho.
Continue lendo »

Anúncios